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– Recursos no Sermão

Antítese “Tanto pescar e tão pouco tremer!”
“(…) deu-lhes dois olhos, que direitamente olhassem para cima (…) e outros dois que direitamente olhassem para baixo (…)”
“No mar, pescam as canas, na terra, pescam as varas (…)”
“A natureza deu-te a água, tu não quiseste senão o ar (…)”
“(…) traçou a traição às escuras, mas executou-a muito às claras”
“(…) António (…) o mais puro exemplar da candura, da sinceridade e da verdade, onde nunca houve dolo, fingimento ou engano.”
“Oh que boa doutrina era esta para a terra, se eu não pregara para o mar!”
Apóstrofe “Estes e outros louvores, estas e outras excelências de vossa geração e grandeza vos pudera dizer, ó peixes…”
“Ah moradores do Maranhão…”
“Esta é a língua, peixes, do vosso grande pregador (…)”
“Peixes, contente-se cada um com seu elemento.”
“Oh alma de António, que só vós tivestes asas e voastes sem perigo (…)”
“Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua maldade (…)
Comparação “Certo que se a este peixe o vestiram de burel e o ataram com uma corda, parecia um retrato marítimo de Santo António”
“O que é a baleia entre os peixes, era o gigante Golias entre os homens.”
“(…) com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha , parece a mesma brandura (…)
“As cores, que no camaleão são gala, no polvo são malícia (…)
“(…) e o salteador, que está de emboscada (…)  lança-lhe os braços de repente e fá-lo prisioneiro. Fizera mais Judas?”
“Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua maldade, pois Judas em tua comparação já é menos traidor!”
Enumeração “No mar, pescam as canas, na terra pescam as varas (e tanta sorte de varas); pescam as ginetas, pescam as bengalas, pescam os bastões e até os ceptros pescam (…)”
“(…) que também nelas há falsidades, enganos, fingimentos, embustes, ciladas e muito maiores e mais perniciosas traições.”
“Eu falo, mas vós não ofendeis a Deus com palavras; eu lembro-me, mas não ofendeis a Deus com a memória; eu discorro, mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento, eu quero, mas vós não ofendeis a Deus com a vontade.”
Exclamação retórica “Oh maravilhas do altíssimo! Oh poderes do que criou o mar e a terra!”
“Mas ah sim, que me não lembrava!”
“Tanto pescar e tão pouco tremer!”
“Oh que boa doutrina era esta para a terra, se eu não pregara para o mar!”
Gradação crescente “(…) um monstro tão dissimulado, tão fingido, tão astuto, tão enganoso e tão conhecidamente traidor!”
Interrogação retórica “(…) qual será, ou qual pode ser, a causa desta corrupção?”
“Não é tudo isto verdade?”
“(…) que se há-de fazer a este sal, e que se há-de fazer a esta terra?”
“Que faria neste caso o ânimo generoso do grande António? (…) Que faria logo? Retirar-se-ia? Calar-se-ia? Dissimularia? Daria tempo ao tempo?”
Ironia  “Mas ah sim, que me não lembrava! Eu não prego a vós, prego aos peixes.”
“E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (…) o dito polvo é o maior traidor do mar”
Metáfora “Esta é a língua, peixes, do vosso grande pregador, que também foi rémora vossa, enquanto o ouvistes; e porque agora está muda (…) se vêem e choram na terra tantos naufágios.”
“(…) pois às águias, que são os linces do ar (…) e aos linces que são as águias da terra (…)
“(…) onde permite Deus que estejam vivendo em cegueira tantos milhares de gentes há tantos séculos?!”
“(…) vestir ou pintar as mesmas cores (…)”
“(…) e o polvo dos próprios braços faz as cordas”
Paradoxo “(…) a terra e o mar, tudo era mar.”
E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa (…) o dito polvo é o maior traidor do mar.”
“hipocrisia tão santa”
Paralelismo e anáfora “Ou é porque o sal não salga, e os pregadores…; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes…”
“Deixa as praças, vai-se às praias;  deixa a terra, vai-se ao mar…”
“Quantos, embarcados na Nau Vingança (…) se a língua de antónio como rémora;  Quantos, navegando na Nau Cobiça (…), se a língua de António (…)
“(…) com aquele seu capelo na cabeça parece um monge;  com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela;”
“Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo (…)”
Quiasmo “(…) pois às águias, que são os linces do ar (…) e aos linces que são as águias da terra”
“Quem pode nadar e quer voar, tempo virá em que não voe e nade.”
Trocadilho “Os homens tiveram entranhas para deitar Jonas ao mar, e o peixe recolheu nas entranhas a Jonas, para o levar vivo à terra”
“E porque nem aqui o deixavam os que o tinham deixado, primeiro deixou Lisboa e depois Coimbra, e finalmente Portugal.”
“(…) o peixe abriu a boca contra quem se lavava, e Santo António abria a sua contra os que se não queriam lavar.”

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