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– Metro e rima

RECURSOS VERSIFICATÓRIOS

 

 

Verso

 

– cada uma das linhas que formam um poema e que representam uma sucessão de sons.

 

 

 Metro

 

– medida que regula o número de sílabas longas ou breves (sílabas pronunciadas) de cada verso.

 

 

Dei/xo/pa/ssar/os/o/lhos/na/pai/sa/(gem)

              1  2     3      4     5    6    7      8     9   10

Se He/le/na a/par/tar

1     2       3      4     5

 

 

 

Estrofe

 

– grupo de versos

 

   Soneto:

duas quadras e dois tercetos

   Vilancete:

mote e voltas

   Cantiga:                                                         

mote e voltas

   Esparsa:

uma estrofe de oito a dezasseis versos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rima

 

– correspondência harmónica de sons na terminação de dois ou mais versos (a partir da vogal tónica da última palavra)

 

Emparelhada

se os versos rimam dois a dois (AA BB)

Cruzada ou Alternada

se há um de permeio entre dois versos que rimam entre si (ABAB, ABCB)

 

Interpolada

se os versos que rimam estão separados por dois ou mais versos de terminações diferentes (ABBA, ABCA, ABCDA)

 

 

 

Encadeada

quando a terminação de um verso rima com uma palavra no interior do seguinte (ou quando obedece ao esquema rimático ABA, BCB, CDC)

 

Quisesses tomar tu esse veleiro

que em secreto estaleiro construí

 

 

Interior

forma de rima encadeada no interior dos versos

 

 (Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando)

 

Verso branco ou solto

se o verso não está sujeito a rima

 

 

 

 Acentuação

Aguda – se o acento tónico recai na última sílaba

Notícias do meu país

Grave – se o acento tónico recai na penúltima sílaba

Pergunto ao vento que passa

Esdrúxula – se o acento tónico recai na antepenúltima sílaba

No ar lento fumam gomas aroticas

 

4 responses to “– Metro e rima

  1. Amílcar Soeiro de Brito

    Dezembro 15, 2012 at 10:17 pm

    Antes de mais, quero manifestar o meu agrado pelo mérito deste trabalho.
    Porém reparei numa aborrecida gralha, que pousou nos exemplos da acentuação.
    Embora o “negrito” evidencie a troca, esta deve ser corrigida.
    Obrigado.

     
  2. Teresa Marques

    Dezembro 16, 2012 at 7:40 am

    Obrigada! Já procedi à correção. =)

     
  3. MJSantiago

    Setembro 20, 2013 at 6:11 pm

    Agradeço à autora deste “sítio”, onde venho frequentemente, o trabalho que aqui disponibiliza, pois é um dos que mais me agrada pela organização objetiva e pela correção na exposição dos conteúdos. Surgiu-me, contudo, uma dúvida. Quando se apresentam os exemplos para a classificação da rima, não devem transcrever-se, pelo menos, dois dos versos onde se verifica a rima? Por exemplo, não seria adequado, no caso de rima aguda, utilizar “Notícias do meu país/ o vento nada me diz” (realçando a última sílaba de cada verso, como no exemplo dado)?
    Parece-me que, ao ter de apresentar apenas um exemplo, um aluno pode até confundir-se e utilizar um verso solto (em que nem sequer há rima).

     
  4. Teresa Marques

    Setembro 24, 2013 at 6:41 am

    Primeiro deve identificar-se a acentuação de cada verso e só depois verificar se há efetivamente rima. A rima não pode ser classificada como aguda, grave ou esdrúxula pelo que um verso solto (ou não) nunca poderia ser classificado como rima esdrúxula, por exemplo.

     

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