- Sintra a preto e branco

Hotel Nunes

Hotel Nunes

” ‘- Nós não vamos para a Lawrence’ – disse Carlos, saindo bruscamente do seu silêncio e espertando os cavalos. ‘ – Vamos para o Nunes, estamos lá muito melhor.’ Era uma ideia que lhe viera de repente (…) Tomara-o uma timidez, a que se misturava um laivo de orgulho, o receio melindrado de ser indiscreto, seguindo-a (Maria Eduarda) assim a Sintra. (Os Maias, p.224, Ed. Livros do Brasil)

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Hotel Vitor

“O Dâmaso tornara-se grotesco em Sintra, numa corrida de burros; o Dâmaso arvorarava capacete e véu em Seteais; o Dâmaso era uma besta imunda; o Dâmaso, no pátio do Vítor, de perna traçada, dizia familiarmente “a Raquel”; era um dever de moralidade pública dar bengaladas no Dâmaso. (Os Maias)

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Arco do Ramalhão

“E a passo, o break foi penetrando sob as árvores do Ramalhão. Com a paz das grandes sombras, envolvia-os pouco a pouco uma lenta e embaladora sussurração de ramagens e como o difuso e vago murmúrio de águas correntes. Os muros estavam cobertos de heras e de musgos: através da folhagem, faiscavam longas flechas de sol. Um ar subtil e aveludado circulava, rescendendo às verduras novas; aqui e além, nos ramos mais sombrios, pássaros chilreavam de leve; e naquele simples bocado de estrada, todo salpicado de manchas de sol, sentia-se já, sem se ver, a religiosa solenidade dos espessos arvoredos, a frescura distante das nascentes vivas, a tristeza que cai das penedias e o repouso fidalgo das quintas de verão…” (Os Maias)

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Palácio da Vila

Palácio da Vila

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“Só ao avistar o Paço (Cruges) descerrou os lábios: ‘ – Sim senhor, tem cachet!’ E foi o que mais lhe agradou – este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes” (Os Maias, p.224, Ed. Livros do Brasil)

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"Lawrence" (actual Hotel Lawrence)

"Lawrence" (actual Hotel Lawrence)

“Defronte do hotel da Lawrence, Carlos retardou o passo, mostrou-o ao Cruges. (…) os seus olhos não se despegavam daquela fachada banal, onde só uma janela estava aberta com um par de botinas de duraque secando ao ar.” (Os Maias, p.232, Livros do Brasil)

(Link informativo Hotel Lawrence)

http://www.portugalvirtual.pt/_lodging/costadelisboa/sintra/lawrences/press00701.html

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Cadeia (actual Posto dos Correios)

Cadeia (actual Posto dos Correios)

“Eram duas horas quando os dois amigos (Carlos e Cruges) sairam enfim do hotel, a fazer esse passeio a Seteais – que desde Lisboa tentava tanto o maestro. Na praça, por defronte das lojas vazias e silenciosas, cães vadios dormiam ao sol: através das grades da cadeia, os presos pediam esmola.” (Os Maias, p.231, Ed. Livros do Brasil)

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Seteais

Seteais

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“Mas, ao chegar a Seteais, Cruges teve uma desilusão diante daquele vasto terreiro coberto de erva, com o palacete ao fundo, enxovalhado, de vidraças partidas, e erguendo pomposamente sobre o arco, em pleno céu, o seu grande escudo de armas.” (Os Maias, p.237, Ed. Livros do Brasil)

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Arco de Seteais

Arco de Seteais

” ‘ – Agora, Cruges, filho, repara tu naquela tela sublime.’ O maestro embasbacou. No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como uma ilustração de uma bela lenda de cavalaria e amor. Era no primeiro plano o terreiro, deserto e verdejando, todo salpicado de botões amarelos; ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem reluzente; e emergindo abruptamente dessa copada linda de bosque assoalhado, subia no pleno resplendor do dia, destacando vigorosamente num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar, e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro…” (Os Maias, p.241, Ed. Livros do Brasil)

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