- Lisboa antiga (I)

Rossio

Rossio

“Vilaça fora consultado sobre a localidade própria para o laboratório; e o procurador, muito lisonjeado, jurou uma diligência incansável. Primeira coisa a saber, o senhor doutor tencionava fazer clínica?… Carlos não decidira fazer exclusivamente clínica: mas desejava decerto dar consultas, mesmo gratuitas, como caridade e como prática. ‘ – E o consultório, meu senhor, não é aqui, nem acolá; é no Rossio, ali em pleno Rossio!’ ” (Os Maias, p.98, Ed. Livros do Brasil)

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Arcada do Terreiro do Paço

” – Lisboa é Portugal – gritou o outro (Ega). – Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!…” (Os Maias)

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Necessidades

Necessidades

“Ocupava-se então mais do laboratório, que decidira instalar no armazém às Necessidades. Todas as manhãs, antes de almoço ia visitar as obras. (…) A porta do casarão encantava-o, ogival e nobre, resto de fachada de ermida, fazendo um acesso venerável para o seu santuário de ciência.” (Os Maias, pp.99-100, Ed. Livros do Brasil)

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Praça dos Restauradores

“Um obelisco, com borrões de bronze no pedestal, erguia um traço cor de açúcar na vibração fina da luz de inverno; e os largos globos dos candeeiros que os cercavam, batidos do Sol, brilhavam (…) como grandes bolas de sabão suspensos no ar.” (Os Maias)

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Avenida da Liberdade

Avenida da Liberdade

” ‘- Ora aí tens tu essa avenida, hem?… Já não é mau!’ (…) E ao fundo a colina verde, salpicada de árvores, os terrenos de Vale de Pereiro, punham um brusco remate campestre àquele curto rompante de luxo barato – que partira para transformar a velha cidade e estacara logo, com o fôlego curto, entre montões de cascalho.” (Os Maias, p.702, ed. Livros do Brasil)

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Passeio Público

Passeio Público

“Num claro espaço rasgado onde Carlos deixara para trás o Passeio Público” (p.702, Os Maias, Ed. Livros do Brasil)

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Jardim da Estrela

“Quando o calhambeque parou no Jardim da Estrela, Carlos já esperava ao portão de ferro, numa impaciência, por causa do jantar na Toca.

Enfiou logo para dentro, atropelando o maestro, bradou ao cocheiro que voasse ao Loreto.

- Então, meus senhores, temos sangue?

- Temos melhor! – exclamou o Ega no barulho das rodas, floreando o envelope.

Carlos leu a carta do Dâmaso. E foi um imenso assombro.” (Os Maias)

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Jardim das Amoreiras

“a velha traquitana de rodas amarelas acabava de ser uma alcova de amor, perfumada de verbena, durante as duas horas que Carlos rolara dentro dela, pela estrada de Queluz, com a senhora condessa de Gouvarinho.

A condessa tinha descido no Largo das Amoreiras. E Carlos aproveitava a solidão da Patriarcal para se desembaraçar do calhambeque de assento duro, onde durante a última hora sufocara, sem ousar descer as vidraças, com as pernas adormecidas, enfastiado de tantas sedas amarrotadas e dos beijos intermináveis que ela lhe dava na barba” (Os Maias)

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Cemitério dos Prazeres

“Ega ficou com o monóculo sobre ela, sem sentir bem se aquela curiosidade de Maria era indiscreta ou tocante. Por fim deu uma indicação. era nos prazeres, à direita, ao fundo, onde havia um anjo com uma tocha. O melhor seria perguntar ao guarda pelo jazigo dos senhores Vilaças.” (Os Maias)

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Vale de Pereiro

Vale de Pereiro

“Aqui e além um arbusto encolhia na aragem a sua folhagem pálida e rara. E ao fundo a colina verde, salpicada de árvores, os terrenos de Vale de Pereiro, punham um brusco remate campestre àquele curto rompante de luxo barato – que partira para transformar a velha cidade, e estacara logo com o fôlego curto, entre montes de cascalho.” (Os Maias, p.702, Ed. Livros do Brasil)

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Praça da Figueira (mercado demolido em 1949)

Praça da Figueira (mercado demolido em 1949)

“(Maria Eduarda) viera indignada da Praça da Figueira, quase com ideias de vingança,, por ter visto nas tendas dos galinheiros, aves e coelhos apinhados em cestos, sofrendo (…) as torturas da imobilidade e a ansiedade da fome.” (Os Maias)

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Hipódromo (actual zona residencial a oeste do Mosteiro dos Jerónimos)

Hipódromo (actual zona residencial a oeste do Mosteiro dos Jerónimos)

“Olhe, minha senhora, , de uma coisa pode Vossa Excelência, estar certa, é que hipódromo mais bonito não há lá fora. Uma vista até à barra, que é de apetite… Até se vêem entrar os navios… Pois não é assim, Carlos?” (Os Maias, p.375, Ed. Livros do Brasil)

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Hipódromo de Belém

“(…) estavam ali todas as senhoras que vêm no High Life dos jornais, as dos camarotes de São Carlos, as das terças-feiras dos Gouvarinhos. A maior parte tinha vestidos sérios de missa. Aqui e além um desses grandes chapéus emplumados à Gainsborough, que então se começavam a usar, carregava de uma sombra maior o tom trigueiro de uma carinha miúda.” (Os Maias)

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Mosteiro dos Jerónimos

“No Largo dos Jerónimos, silencioso e a escaldar na luz, um onibus esperava, desatrelado, junto ao portal da igreja. Um trabalhador com um filho ao colo, e a mulher ao lado no seu xale de ramagens, andava ali, pasmando para a estrada, pasmando para o rio, a gozar ociosamente o seu domingo.” (Os Maias)

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Largo do Pelourinho (actual Praça do Município)

Largo do Pelourinho (actual Praça do Município)

“Como estavam no Largo do Pelourinho (o sr. Guimarães), rogou ao Ega que esperasse um momento, enquanto ele corria acima, buscar os papeis da Monforte. Só, no Largo, Ega ergueu as mãos ao céu” (Os Maias)

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Chiado (Loreto)

“Estavam no Loreto;  e Carlos parara, olhando, reentrando na intimidade daquele velho coração da capital. Nada mudara. A mesma sentinela sonolenta rondava em torno à estátua triste de Camões. ” (Os Maias)

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Estação de Santa Apolónia

Estação de Santa Apolónia

“Na manhã seguinte, na estação de Santa Apolónia, Ega, que viera cedo com o Vilaça, acabava de despachar a sua bagagem para o Douro, quando avistou Maria, que entrava trazendo Rosa pela mão.” (Os Maias, p.686, Ed. Livros do Brasil)

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Estação de Santa Apolónia

“Quando nessa noite, acompanhados pelo Vilaça, Carlos e Ega chegaram à estação de Santa Apolónia,  o comboio ia partir. Carlos mal teve tempo de saltar para o seu compartimento reservado… (…) No dia seguinte, na estação de Santa Apolónia, Ega, que viera cedo com Vilaça, acabava de despachar a bagagem para o Douro, quando avistou Maria, que entrava trazendo Rosa pela mão. Vinha toda envolta numa grande peliça escura, com um véu dobrado, espesso como uma máscara: e a mesma gaze de luto escondia o rostinho da pequena, fazendo-lhe um laço sobre a touca.” (Os Maias)

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