- Lisboa antiga (III)

Casa Havanesa

Casa Havanesa

“A uma esquina, vadios em farrafos fumavam; e na esquina defronte, na Havanesa, fumavam também outros vadios, de sobrecasaca, politicando.” (Os Maias, p.697, Ed. Livros do Brasil)

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Fábrica do Gás

Fábrica do Gás

“(A Gouvarinho) chorava, sem violência, mansamente, num choro lento, que parecia não dever findar. E Carlos só achava esta palavra banal, desenxaibida: ‘ – Que tolice!’ Vinham rodando ao comprido das casas, por diante da fábrica do gás.” (Os Maias)

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Hotel Central (ficava na actual Praça do Duque da Terceira, 27)

Hotel Central (ficava na actual Praça do Duque da Terceira, 27)

“Entravam então no peristilo do Hotel Central – e nesse momento um coupé da Companhia, chegando a largo trote da Rua do Arsenal veio estacar à porta. (…) depois, apeando-se indolente e ‘poseur’, ofereceu a mão a uma senhora alta (Maria Eduarda), loira, com um meio véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea. (Os Maias, pp.156-157, Ed. Livros do Brasil)

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Hotel Bragança

Hotel Bragança

“Com efeito, Carlos pouco se demorou em Resende. E numa luminosa e macia manhã de Janeiro de 1887, os dois amigos (Carlos e Ega), enfim juntos, almoçavam no hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.” (Os Maias, p.690, Ed. Livros do Brasil)

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Hotel Bragança

“Então Carlos, até aí esquecido em memórias do passado e sínteses da existência, pareceu ter inesperadamente consciência da noite que caíra, dos candeeiros acesos. A um bico de gás tirou o relógio. Eram seis e um quarto!

- Oh, diabo!… E eu que disse ao Vilaça e aos rapazes para estarem no Bragança, pontualmente, às seis!” (Os Maias)

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Hotel Schneid

“Carlos sentiu bater o coração. Um perfume indefinido e forte de jasmim, de marechala, de tanglewood, elevava-se de todas aquelas coisas íntimas, passava-lhe pela face como um bafo suave de carícia…

Então desviou os olhos, aproximou-se da janela, que tinha por perspectiva a fachada enxovalhada do Hotel Schneid.” (Os Maias)

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Hotel Espanhol

“Carlos, recolhendo ao Ramalhete, de volta da Rua de S. Francisco, encontrou o Ega no seu quarto, metido num fato de cheviote claro… (…) ‘-Há cá um quarto para mim? Eu por ora estou no Hotel Espanhol, mas ainda nem mesmo abri a mala…” (Os Maias)

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 Pastelaria Baltreschi (Ficava na actual Rua Garrett, 49-51)

Pastelaria Baltreschi (Ficava na actual Rua Garrett, 49-51)

“Depois, diante da Livraria Bertrand, Ega, rindo, tocou no braço de Carlos: ‘ – Olha quem ali está, à porta do Baltreschi!’ Era o Dâmaso. O Dâmaso, barrigudo, nédio, mais pesado, de flor ao peito, mamando um grande charuto, e pasmaceando, com o ar regaladamente embrutecido de um ruminante farto e feliz. Mas, insensivelmente, irresistivelmente, achou-se em frente de Carlos, com a mão aberta e um sorriso na bochecha, que se lhe esbraseara.” (Os Maias, pp. 697-698, Ed. Livros do Brasil)

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Penha de França

Penha de França

“Carlos, nessa manhã, ia visitar de surpresa, a casa do Ega, a famosa Vila Balzac (…) Ega dera-lhe esta denominação literária, pelos mesmos motivos por que a alugara num subúrbio longínquo, na solidão da Penha de França.” (Os Maias, p.145, Ed. Livros do Brasil)

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Olivais (a "Toca")

Olivais (a "Toca")

“Ao outro dia, por uma radiante manhã de Julho, Carlos saltava do coupé, com um molho de chaves, diante do portão da quinta do Craft (nos Olivais). Maria Eduarda devia chegar às dez horas. (…) ‘ – É um paraíso! Pois não lhe dizia eu? É necessário pôr um nome a esta casa… (…) O melhor é baptizá-la com o nome que nós lhe dávamos. Nós chamavamos-lhe a Toca.” (Os Maias, pp. 429-433, Ed. Livros do Brasil)

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A Toca

“- Isto é encantador! – repetia ela. – É um paraíso! Pois não lhe dizia eu? É necessário pôr um nome a esta casa… Como se há-de chamar? Vila Marie? Não, Château Rose… Também não, credo! Parece o nome de um vinho.  O melhor é baptizá-la com o nome que nós lhe dávamos. Nós chamavamos-lhe a Toca.” (Os Maias, pp. 429-433, Ed. Livros do Brasil)

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Restaurante 'O Silva' (Ficava na actual Rua Serpa Pinto)

Restaurante 'O Silva' (Ficava na actual Rua Serpa Pinto)

“Contou o caso da Adosinda. Fora no Silva, havia duas semanas, estando ele a cear com os rapazes depois de S. Carlos, que lhe aparecera essa mulher inverosímil, vestida de vermelho, carregando insensatamente nos rr…” (Os Maias)

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Café Marrare (ficava na actual Rua Garrett, 62)

Café Marrare (ficava na actual Rua Garrett, 62)

“O Alencar correu ao Marrare, de braços no ar, a berrar a novidade. Não tardou de resto, a falar-se em toda a lisboa da paixão de Pedro da Maia pela ‘negreira’.” (Os Maias, p.26, Ed. Livros do Brasil)

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Restaurante Tavares

” ´- Bem – gritou ao cocheiro – vai ao Café Tavares…’ No Tavares, ainda solitário àquela hora, um moço areava o sobrado. E enquanto esperava o almoço, Ega percorreu os jornais. Todos falavam do sarau em linhas curtas (Os Maias, p.629, Ed. Livros do Brasil)

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Antigo circo Price

“Tinham chegado ao Price (Taveira e Carlos). Uma multidão de domingo, alegre e pasmada, apinhava-se até às últimas bancadas onde havia rapazes, em mangas de camisa, com litros de vinho; e eram grossas, fartas risadas, com os requebros do palhaço, rebocado de caio e vermelhão, que tocava nos pezinhos de uma voltigueuse e lambia os dedos, de olhos em alvo, num gosto de mel…” (Os Maias)

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