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Frase e constituinte da frase |
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| Frase | Enunciado em que se estabelece uma relação de predicação, que contém, no mínimo, um verbo principal, podendo ainda incluir elementos como o sujeito, complementos selecionados, predicativos e eventuais modificadores. |
| Grupo nominal | Grupo de palavras cujo constituinte principal é o nome ou um pronome e que funciona como uma unidade sintática. O grupo nominal pode ser constituído por:- um nome e um pronome
- um nome com complementos
- um modificador
- determinantes e/ou modificadores
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| Grupo adjetival | Grupo de palavras cujo constituinte principal é o adjetivo e que funciona como uma unidade sintática. Pode ser constituído por:- um adjetivo
- adjetivo com complemento
- advérbios de quantidade
- advérbios de grau
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| Grupo verbal | Grupo de palavras cujo constituinte principal é o advérbio e que funciona como uma unidade sintática. Pode ser constituído por:- um advérbio
- um advérbio e um complemento
- advérbio e outros advérbios que o precedam
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B.4.2. Funções sintáticas
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Sujeito |
Função sintática desempenhada pelo constituinte da frase que controla a concordância verbal. Grupos nominais e orações substantivas podem desempenhar a função sintática de sujeito.- grupos nominais
- orações subordinadas substantivas
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| Simples | Constituído exclusivamente por um grupo nominal ou uma oração
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| Composto | Constituído por uma coordenação de:- grupos nominais
- grupos de orações
- combinação destas categorias
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| Nulo | Sujeito sem realização lexical
- expletivo
- subentendido
- referente a uma entidade não específica
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| Vocativo | Ocorre frequentemente em frases imperativas, interrogativas e exclamativas.
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Nota: O vocativo distingue-se do sujeito por poder co-ocorrer e por não ser o vocativo a controlar a concordância verbal.
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Funções sintáticas internas do grupo verbal |
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| Complemento | Função sintática distinta da função de sujeito desempenhada por um constituinte selecionado por:- verbo
- complemento do nome
- complemento do adjetivo
- complemento da preposição
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| Direto | É selecionado por um verbo e pode ser substituído pelo pronome acusativo (o, a, os as) e a oração subordinada substantiva pode ser substituível pelo pronome demonstrativo átono “o”. O complemento direto pode ser:- nominal
- oracional
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| Indireto | Complemento selecionado pelo verbo que tem a forma de grupo preposicional e pode ser substituído pelo pronome pessoal na sua forma dativa (lhe, lhes).
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| Oblíquo | Complemento selecionado pelo verbo que pode ter uma das seguintes formas:- grupo preposicional que não é substituível pelo pronome pessoal na sua forma dativa (lhe)
- Grupo adverbial
- a coordenação de qualquer uma destas formas
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| Agente da passiva | Função sintática desempenhada por um grupo preposicional presente numa frase passiva, que corresponde ao sujeito na frase ativa com o mesmo significado.
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Predicativo |
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| Predicativo do complemento direto | Função sintática desempenhada pelo constituinte selecionado por um verbo transitivo predicativo que predica algo sobre o complemento direto
Neste caso, complemento e predicativo do complemento direto formam o que se pode chamar uma predicação complexa parafraseável por uma oração completiva finita:
O predicativo do complemento direto pode ser: - um grupo nominal
- um grupo adjetival
Um grupo preposicional
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| Predicativo do sujeito | Função sintática desempenhada pelo constituinte que ocorre em frases com verbos copulativos que predica algo acerca do sujeito. O predicativo do sujeito pode ser:- um grupo nominal
- um grupo adjetival
- um grupo preposicional
- um grupo adverbial
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| Modificador |
Função sintática desempenhada por constituintes não selecionados por nenhum elemento do grupo sintático de que fazem parte. A sua omissão, geralmente, não afeta a gramaticalidade da frase. Os modificadores podem relacionar-se com: - frases ou orações
- constituintes verbais
- constituintes nominais
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| Restritivo | Modificador do nome que limita, isto é, restringe a referência do nome que modifica:
Os elementos que podem funcionar como modificadores restritivos do nome podem ser: - grupos adjetivais
- grupos preposicionais
- orações subordinadas adjetivas
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| Nota – Na escrita, os modificadores não podem ser separados por vírgulas dos nomes a que se referem. | |
| Apositivo | Modificador que não restringe a referência do nome que modifica.
Os elementos que podem funcionar como modificadores apositivos são, tipicamente: - grupos nominais
- orações relativas explicativas
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| Nota – Na escrita, os modificadores são sempre separados por vírgulas dos nomes a que se referem. | |
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Funções sintáticas internas ao grupo adjetival |
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| Complemento do adjetivo | Complemento selecionado por um adjetivo. O complemento do adjetivo pode ser:- um grupo preposicional oracional
- um grupo preposicional não oracional
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B.4.3. Tipos de frase |
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| Declarativa | Frase com que é feita uma asserção. Classificam-se segundo a ordem dos constituintes:- não marcada
- marcada
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| Interrogativa | Corresponde à formulação de uma pergunta. Podem ser:- direta
- indireta
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| Nota – As interrogativas indiretas são subordinadas substantivas completivas. | |
| Exclamativa | Frase que corresponde à expresão de uma avaliação do falante face a determinado contexto. Podem ser:- totais (a exlamação recai sobre toda a frase)
- parciais (a exlamação recai sobre um dos constituintes
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| Imperativa | Frase que corresponde á expressão de uma ordem ou pedido do falante.
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| Ativa | Construção em que participam alguns verbos transitivos diretos, tansitivos diretos e indiretos ou transitivos predicativos, que se opõe às frases passivas.
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| Passiva | Construção em que participam alguns verbos transitivos diretos, transitivos diretos e indiretos ou transitivos predicativos, na qual o constituinte interpretado como complemento de uma relação de predicação é realizado como sujeito, sendo o verbo conjugado numa forma composta, com o auxiliar “ser”.
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B.4.4. Articulação entre os constituintes e entre frases
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| Frase simples | Frase em que existe um único verbo principal ou copulativo.
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| Frase complexa |
Frase em que existe mais do que um verbo principal ou copulativo. As frases complexas são frases que contêm mais do que uma oração.
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| Oração | Designação tradicional para os constituintes frásicos coordenados ou subordinados contidos em frases complexas. |
| Coordenação |
Processo sintático que consiste na junção de duas ou mais unidades linguísticas com a mesma categoria e/ou a mesma função sintática. Os constituintes coordenados podem ser: - frases coordenadas
- grupos nominais
- grupos adjetivais
- grupos verbais
- grupos adverbiais
- grupos preposicionais
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| Sindética | Construção de coordenadas cujos membros não iniciais são introduzidospor uma conjunção.
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| Assindética |
Construção de coordenadas cujos membros não iniciais não são introduzidos por uma conjunção.
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Coordenação entre frases |
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| Oração coordenada |
Distingue-se, tipicamente, das orações subordinadas por não poder ser anteposta.
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| Copulativa |
Oração coordenada através de conjunção coordenativa que transmite um valor básico de adição de informação à acção com que se combina.
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| Disjuntiva |
Oração coordenada através de conjunção coordenativa que exprime um valor de alternativa face ao que é expresso na oração com que se combina.
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| Adversativa |
Oração coordenada que transmite uma ideia de contraste face a um pressuposto expresso ou implícito na frase ou oração com que se combina.
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| Conclusiva | Oração coordenada que transmite uma ideia de conclusão de premissa expressa ou implícita na frase ou oração com que combina.
(A conclusão decorre do facto explicitado de estar constipado e da premissa implícita segundo a qual quem está constipado não vai trabalhar.)
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| Explicativa |
Oração coordenada em que se apresenta uma justificação ou explicação para que se torne legítimo o ato de fala expresso pela frase ou oração com que se combina.
(O facto de o falante ver o João a tremer é justificado como o fator que justifica a afirmação de que o João tem medo.) |
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Subordinação |
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| Subordinante | Palavra, constituinte ou frase de que depende uma oração subordinada.
(“prometeu” é o elemento subordinante)
(“a hipótese” é o elemento subordinante.)
(“eu compro um carro” é o elemento subordinante de que depende a oração subordinada “quando tu me deixares”.) |
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Nota – A subordinação é recursiva, podendo encontrar-se uma subordinada dentro de outra subordinada (“O João disse que a maria contou que o miguel mentiu ao Pedro.”) Nem sempre uma oração subordinada depende de uma frase completa. Em “O João disse que vai chover”, a oração subordinada depende da existência do verbo “disse”. O fragmento “o João disse” não constitui um domínio de predicação completa, pelo que não faz sentido falar-se de oração subordinante neste contexto. |
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| Subordinada |
Oração, contida numa frase complexa, que desempenha uma função sintática na frase em que se encontra. Segundo o tipo de função sintática que desempenham, as subordinadas podem ser: - substantivas
- adjetivas
- adverbiais
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Oração subordinada substantiva |
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| Oração subordinada substantiva | É sujeito ou complemento de um verbo, um nome ou um adjetivo.
(a oração substantiva é sujeito de “surpreender”.)
(a oração substantiva é complemento do nome “decisão”.)
(a oração substantiva é complemento do verbo “querer”.)
(a oração substantiva é complemento do adjetivo “fácil”.)
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| Oração subordinada substantiva completiva |
Oração subordinada substantiva que é sujeito ou complemento de um verbo, nome ou adjetivo, podendo ser introduzidas pelas conjunções subordinativas completivas que, se, para.
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| Nota – As subordinadas substantivas completivas podem ser finitas ou não finitas, consoante o verbo se encontre numa forma finita ou não finita. | |
| Oração subordinada substantiva relativa | É introduzida por pronomes relativos: quem, o que, como, quando. Podem ser finitas ou não finitas.
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A Soma dos Dias
Hotel Lawrence